Ao DarkViolet
Autor Desconhecido
Lá fora, do outro lado da vidraça, desenha-se um daqueles dias que gosto de chamar de meus: do azul do céu, nem uma réstia se vê, escondido como está por destrás de fiapos irregulares de nuvens acinzentadas, que parecem mergulhar a cidade numa constante neblina... Coada por este manto diáfano que cobre os céus, nem a luz do sol parece a mesma, chegando-nos branca e calma, sem o ímpeto abrasador e quente a que nos vinham habituando os dias de Verão...
Hoje, no entanto, não há sorriso que se desenhe no meu rosto, face a este cenário tantas vezes sonhado, tão aguardado desde o último solstício.
Afinal, pedir-me para ser feliz hoje, equivale a esperar que um pardal se alegre com um dia de sol primaveril quando apenas o pode ver por detrás das grades de uma gaiola.
A ouvir: Sara McLachlan - Gloomy Sunday

18 comments:
Triste, mas lindo. a imagem e a musica excelentes, como um bom prato com um bom vinho. Uma combinação perfeita. :)
bjinho imenso
O night angel tirou-me as palavras do teclado:)
Beijo grande, piquinita.
Mummy loves you:)
Obrigada, Night Angel...
Esta música é-me particularmente querida e não creio que houvesse outra ao som da qual pudesse ter escrito estas palavras.
Um beijinho imenso para ti, Mummy :)
Eu também te amo; e tu sabe-lo (embora às vezes gostes de fingir que não)
:P
Triste de belo...
bjs.
A gaiola não guarda a alma, voa munina!
Nha, saudades de te ler... voltei para cá mas mudei-me de casa... saí d porta (door of anathema) e agora moro numa folha de papel e fico esquecido ^.^
Continuas com óptimos posts, volto a ser espectador assíduo daqui para a frente ^.^
Beijo munina*
Não é fingimento, não. São as minhas inseguranças...falo a sério.
Mas isso fica para outra conversa:)
Beijo grande*
:')
Beijo, Ruela.
Menino!
Há quanto tempo andavas desaparecido! Que bom voltar a encontrar as tuas palavras doces no meu abismo...
Beijinho grande, Rascunho :)*
Eu sei, Mummy, eu sei :)
Mas eu gosto de pegar ctg, querida. Já sabes que sou mesmo assim...
Beijinho imenso, Andorinha*
muito bom.
A felicidade dos pássaros é a busca do infinito sabor do Ser, por isso vai sempre ao encontro das grades da liberdade, mesmo que o tempo esteja nublado dentro de cada um, existe os sorrisos das estações para abrigar as colheitas
...deixa a tristeza de lado...na gaveta mais funda e vive...
voltei ao meu espaço...beijo!
Obrigada, Madrugada.
Sê bem-vindo ao meu abismo...
Dentro de mim as estações nunca sorriem, DarkViolet; choram...
Obrigada por tudo :)*
Que bom que voltaste, Gothicum. Já fazias falta :)
Beijo*
"Afinal, pedir-me para ser feliz hoje, equivale a esperar que um pardal se alegre com um dia de sol primaveril quando apenas o pode ver por detrás das grades de uma gaiola."
Bem verdade...
Mas também a gaiola afigura-se distinta de acordo com a mente que a percebe.
Um pardal pode não gostar da gaiola, e sentir-se pesado por ela, mas mesmo assim pode sorrir.
Beijinho grande e doce...
E tu sabes que mesmo assim, dentro da gaiola, há grades torcidas... que permitem uma respiração mais doce e pacífica.
Não as esqueças de procurar... :p
"Um pardal pode não gostar da gaiola, e sentir-se pesado por ela, mas mesmo assim pode sorrir."
É verdade, Jeust. É bem verdade. Houve um tempo em que, também eu, conseguia fazê-lo.
Hoje não consigo mais.
Beijinho grande*
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